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Monitoramento de Araras em Área
de Soltura em Parceria com o IBAMA
Veterinário Responsável: Eduardo Reinert Barros
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A Fazenda Talismã, localizada em Alto Paraiso de Goiás, recebeu em 2008 o Ofício do IBAMA, considerando sua área de 800 hectares como Área de Soltura e Monitoramento. Seguindo a normativa do IBAMA, que regulamenta a soltura (IN 179/2008), as primeiras Araras já foram selecionadas
e levadas para a fazenda, em novembro de 2008.
A partir de
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agora, elas serão acompanhadas por especialistas e receberão, em breve, novos membros à família.
Segundo moradores locais, há alguns anos atrás, era possível ver bandos grandes de araras voando sobre a área da fazenda e no entorno de Alto Paraíso. Hoje apenas algumas aves ainda são vistas na região, por causa do tráfico e da destruição do cerrado, o habitat natural das araras.
A reintrodução das aves é o primeiro passo de um projeto que envolve educação ambiental e o reflorestamento das áreas degradas do Cerrado, junto com a conscientização da população local e turistas para a importância de conservar e monitorar as aves.
Acreditamos que em poucos anos de trabalho teremos o prazer de começar a colher os primeiros resultados do nosso objetivo: proteger as araras canindés e repovoar o céu e as matas com o colorido e o barulho das araras mas também assegurar a sobrevivência de muitas outras espécies.
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Monitoramento de Araras em Área de Soltura em Parceiria com o IBAMA
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Notícias 2009:
- No começo de 2009 já iremos construir os primeiros ninhos com troncos secos de Burití, que serão espalhados pela área da Fazenda.
- Todas as araras são tatuadas, o que facilita a identificação e monitoramento após serem soltas.
- Estão sendo construídos ninhos com palmeiras mortas de Burití e espalhados pela fazenda.
- Em julho nasceu o primeiro filhote de arara canindé de vida livre em um dos ninhos que espalhamos pela fazenda. O casal está chocando novamente e provavelmente virão mais filhotes. O ninho foi um sucesso!
- Foi coletado material biologico de todas as araras do recinto de soltura para estudo de genética de população.
- O Projeto de Soltura na Fazenda Talismã foi um dos 3 projetos selecionados no Brasil inteiro para participar do video comemorativo dos 20 anos do IBAMA.
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Estiveram presentes prestigiando e vistoriando nosso trabalho:
Leo Caetano - Chefe de Fauna - IBAMA Goiânia
Joao Pessoa - Coordenador do uso de Fauna - IBAMA Brasília
Ana Raquel - Técnica de Fauna - IBAMA Brasília
Ary Soares - Superintendente do IBAMA no estado de Goiás
Antônio Carlos Hummel - Diretor de Biodiversidades e Florestas - IBAMA Brasília
Ana - Técnica em Meio Ambiente - IBAMA Goiânia
Marta Brito Guimarães - Veterinária - Ambulatório das Aves / FMVZ-USP
Artigos e Trabalhos:
Situação das Araras Canindé no Brasil
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Considera-se que a arara azul e amarelo (Ara ararauna) e a arara de asa verde (Ara chloroptera) possuem uma ampla distribuição geográfica, do Panamá, na América Central, passando por quase todo o território brasileiro, sendo o estado de São Paulo o limite ao sul para as araras azul e amarelo, e o estado do Paraná o limite para as araras de asa verde (Sick 1997). Pouco se sabe a respeito da atual situação das populações existentes, mas sabe-se que ambas as espécies são fortemente afetadas por distúrbios em seu habitat. A destruição e a fragmentação das áreas naturais assim como o comércio ilegal de aves silvestres são consideradas as principais ameaças contra essas espécies, que já estão extintas em muitos de seus locais originais de distribuição e podem estar vulneráveis em outros. Assim,considera-se que a arara azul e amarelo, a arara mais comum no Brasil, esteja criticamente ameaçada no estado de São Paulo (São Paulo 1998), praticamente extinta no estado do Rio de Janeiro (Bergalo et al. 1999), e vulnerável no estado de Minas Gerais (Machado et al. 1998).
A destruição do habitat natural pode levar à fragmentação das populações, o que resulta em populações pequenas e isoladas. Isso pode levar a uma redução nos níveis de heterozigozidade e a efeitos adversos de consanguinidade. Sabe-se que tais condições reduzem a saúde geral e, somadas a outros eventos demográficos e ambientais de determinação aleatória, podem levar as populações naturais a um vórtex de extinção (Gilpin e Soulé 1986).
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48 Ararajuba 9 (1): 43-49
area presently show only 30% of the original cerrado vegetation ^IMantovani and Pereira 1998).
Macaws achieve reproductive mamrity approximately at the age of five. As there has been a continuous and exponential habitat loss in the last 30 to 50 years. especially in the areas where the studied populations inhabit. around 6 to 10 generations have elapsed since high habitat fragmentation slatted. Depending on the number of birds isolated in the remnant fragments. the probability of loosing the least frequent alleles can be reasonably high.
The threat imposed by human occupathon of natural areas can be further increased for species that present site fidelity for reproduction areas. Macaws are considered as presenting such behaviour: there are strong evidences that the
Hyacinth Macaw realms to the same reproductive site (Guedes and Harper 1995).
Data on Bloc and Yelbw Macaws fiord Parque Nacional das Ernas (Bianchi 1998) suggest that the effective Birds is small. in spite of the disposability of
suggest that the effective number of bird is small, in spite of the
disposability of nest catives in dead palm trees (Mauritia flexuosa). However for the
Green-winged Macaw, habitat destruction, the loss of appropriate nesting holes and a strong nest competition between different species as well as within the same species was documented by Guedes and
Harper (1995) |
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R. Capanoz et
Emas, levels of beterozygozis silmilar to those that we found among vulnerable bird populations and the preset of a "marker' fragment. Such marked fragments were a detected in the Green-winged Macaw population from the Pantanal. Thus, our data suggest that habitat disturber and frapnentation can be responsible for decay of gene variability in both Macaw populations here studied. I bW populations characlerised as vulnerable could serve stimuli to create conservation programs next to local huts communities. leading to preservation of vital ecosystems.
ACKNOWLEDGEMENTS
The authors would like to thank Fundacão de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundaçãoo Coordenaçõo de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES). Fundação O Boticário de Proteção a Nantureza. Association of Field Ornitholo - Bergstrom Award. UNIDERP - Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal, Hyacinth Macaw Fund, Toyota do Brasil. Refúgio Ecológico Caiman, Pousada Arara azuL, Parrot Society and Hyacinth Macaw Trust for financial support: Sérgio Luiz
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Genética de Populações (IX Congresso Brasileiro de Ornitologia)
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Estudo filogeográfico em arara-canindé (Ara ararauna, Psittaciformes: Aves) pela análise de seqüências do DNA mitocondrial.
Renato Caparroz1*; Cristina Yumi Miyaki1; Carlos Abs Bianchi2 e João Stenghel Morgante1.
1- Departamento de Biologia, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo.
*renabio@ib.usp.br; 2 - Jardim Zoológico de Brasília/FUNPEB,
bianchic@hotmail.com
Apesar da arara-canindé (Ara ararauna) não ser considerada como uma espécie ameaçada de extinção, sua atual situação é alarmante em
algumas regiões. O estudo filogeográfico de uma determinada espécie pode fornecer informações relevantes sobre a estrutura genética de suas populações, proporcionando subsídios importantes quando da elaboração de programas de conservação. No presente trabalho, indivíduos de arara-canindé provenientes de 6 regiões do Brasil foram estudados pelo seqüenciamento do DNA mitocondrial (DNAmt). O DNA total foi extraído a partir de amostras de sangue coletadas de 16 filhotes do sudoeste de Goiás, 10 do nordeste de Goiás, 8 do sul do Mato Grosso do Sul, 5 do Pará, 4 do sul de Tocantins e 3 do noroeste de Minas Gerais. Após a extração do DNA, a seqüência parcial da região controladora do DNAmt das aves foi obtida pelo sequenciamento direto de produtos de PCR. O alinhamento destas seqüências gerou uma região de 829 bases de cada uma das aves, sendo que apenas em 32 sítios foi encontrado polimorfismo de base. Nas 46 aves analisadas, foram identificados 25 haplótipos, dos quais 3 estavam presentes em duas ou mais localidades. A análise filogenética das seqüências obtidas foi realizada nos programas PAUP 4.0b4a e Mega 2.0 empregando a máxima verossimilhança e a máxima parcimônia. Por essa análise não foi possível evidenciar padrão de distribuição dos haplótipos coerente com a localização geográfica das amostras. Estes resultados preliminares sugerem que esta espécie não apresenta estruturação genética característica para cada localidade estudada.
Apoio Financeiro: FAPESP, CAPES e CNPq.
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Translocation of blue and yellow macaws to Nariva Swamp, Trinidad. (PDF - 170 KB)
Genetic Structure of Amazona aestiva (PDF - 929 KB)
Anilhas com Radio Frequência (PDF - 1.38 MB)
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Matérias:
Revista Vogue (Outubro / 2008) -
Foto 1, Foto 2
Revista Cães & Cia (Dezembro / 2008) - Foto 1
O Popular - Goiânia (Fevereiro / 2008) - Foto 1
Já foram plantadas 1500 mudas de Burití e 200 mudas de Mógno e centenas de outras árvores frutíferas.
Estão ainda previstos para o plantio outras árvores como: Jatobá do Campo, Jatobá de Anta, Mandoví, Pequi, Jerivá, Bocaiúva, Aroeira, Açurí, Copaíba, Tucumã, Licurí, Piaçava, Inajá, Açaí e frutíferas típicas do Cerrado como Combarú, Cagaita, Mutamba, Muricí, Xixá, Mangaba, entre outras.
(Agradecimento: José Almeida Campos - Técnico em Reflorestamento, morador local e conhecedor das árvores e plantas do Cerrado.)
Patrocinadores e Parceiros
IBAMA Goiânia
Marta B. Guimarães (Veterinária do Ambulatório de Aves USP)
Renata F. Hurtado (Levantamento de Avifauna)
Universidade Federal de Goiás
Unique Garden
Univap
Parque Ecológico do Tietê
Projeto ASAS
Anglo American
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